terça-feira, 14 de junho de 2016

Política, baboseiras e asneiras que você não deve ler!




Muito bom amigos machos e machas, sim, machas, pois acabei por descobrir que mulheres, podem ser tão machos quanto nós homens machos.

Depois de todo esse tempo longe do bar por conta da faculdade, voltei com certo respiro de alívio! Férias! Apesar de fodido (sem grana), férias! [RISOS]

Nesta noite congelante do RJ que tal tomarmos uma Teka (Tequila) e tratarmos de um, apenas um, das dezenas de assuntos bem polêmicos que surgiram nos últimos meses? Sim, Política! Caso não queira tratar do assunto, favor, dirija-se ao próximo "balcão", pois hoje falaremos deste emaranhado de informações, desse vai e vem de corrupção ou não!

Bem então vamos lá!

Remontando a história, podemos dizer que, uma das - se não a primeira - primeiras sociedades a criar e embasar-se na política foi a Grécia, mais especificamente em Atenas. Observada pelo Filósofo - dentre outras peculiaridades - Aristóteles a Ágora ateniense era o lugar onde ocorriam os discursos políticos.
E pasmem senhores e senhoras, vencia sempre aquele que melhor discursava!
Estranhando a situação Aristóteles (velho sábio pra caralho) notou que: "Puta que pariu, viado, mas só vence essa porra de eleição quem fala bem" (fala de Aristóteles adaptada ao contexto). Nascia então a arte da retórica, muito estudada por Aristóteles.


      Aristóteles - O mais pica de todos!

Com o passar dos anos, muitos foram os teóricos políticos que passaram por esse medíocre geoide, porém nenhum foi tão atual como o "velho barbudo" Aristóteles.

Aristóteles viu que era com a Polítia (Política) e com os discursos retóricos que os grandes e poderosos reis (Soberanos) conseguiam legitimar o Kratos (poder) sobre a Pólis (cidade). Isto posto, observemos as premissas para revelar o óbvio:
Aristóteles observou que, através da Política o Soberano expressava seu discurso político por meio da retórica na tentativa de legitimar seu poder sobre a cidade. Ok? Beleza!

Durante séculos muitos outros contribuintes ajudaram no desenvolvimento das teorias aristotélicas entre ele: Nicolau Maquiavel, Thomas Hobbes, Jean-Jacques Rousseau (constituem o essencial da Política), Montesquieu, Thomas de Aquino, Max Weber, Auguste Conte, Immanuel Kant, Karl Marx, entre outros...............

                                                         
       N. Maquiavel - Autor de "O príncipe".                                            













 



T. Hobbes - Autor de "Leviatã".






J-J. Rousseau - Autor de "o contrato social".                                                                                  



Esses são os três autores que, antes de falar sobre política e dizer "eu conheço política", você precisa ler, conhecer e acima de tudo entender.

Porém o que mais nos trás espanto é como uma observação aristotélica, tão antiga, pode ser também tão presente e tão real.

Analisemos...

Aristóteles, ao observar os discursos na Ágora ateniense, vislumbrou três elementos que faziam, e incrivelmente ainda fazem parte dos discursos políticos mais precisamente da retórica (o que é normal) para causarem o efeito de persuasão, foram eles: Ethos, Pathos e Logos.

Táááá! Mas o que isso quer dizer?

Simples...

O elemento Ethos faz relação áquilo que é ético no sujeito, a credibilidade do dito cujo que discursa, se é bom com a família, sociedade, se trabalha bem, o profissionalismo, se não tem "ficha suja", entre outros.

O elemento Pathos está relacionado a coisas patológicas, ao imaginário e a emoção em que a retórica do sujeito é capaz de provocar em você (pobre mortal), um bom exemplo disso é aquele discurso comovente do seu candidato, isso, aquele que te fez chorar feito criança ou o que te fez imaginar um país melhor [RISOS, DOR NO ABDÔMEN].

Quanto ao Logos, tudo o que se pode dizer é que está relacionado ao que seja lógico, a razão. Ex.: no discurso o sujeito, bandido que é, vai dizer pra você "precisamos mudar a história do nosso povo, não podemos mais viver assim, vocês preferem viver nessa mesma "lama" a que o partido de meu concorrente tem nos deixado? Ou preferem votar em mim e mudar o país?"

Bom, muito bom, agora você já sabe como identificar os elementos de um discurso e principalmente, sabe como distinguir se o discurso está sendo utilizado para te enganar, porém ainda falta uma situação que é a chave para excluir de vez da sua vida o político boooosta, chama-se dogma.

Como funciona o dogma? Vejamos...

Sabemos todos que em nosso país a pena de morte é relativa, sim, relativa e não proibida! Pena de morte em nosso país somente em caso de guerra declarada como emana a Constituição Federal de 1988 em ser artigo 5º, inciso XLVII, alínea a. Beleza! Mas não explicou... Calma cidadão! Segue...

Discurso do candidato a Presidente da República Federativa do Brasil: "Em meu governo criarei o programa X que abrirá mais portas de emprego, criarei também o programa Y que auxiliará os jovens, além é claro de aprovar e tornar realidade a pena de morte para os bandidos, principalmente para os irrecuperáveis...".

Bom a partir da parte da pena de morte você já pode parar de escutar. Se a Constituição do país, norma suprema da república, proíbe a pena de morte deixando exceção apenas em caso de guerra, como o presidente (por mais que seja "o presidente") vai aprovar a pena de morte??? E mais este é o tipo de situação onde o presidente apenas assina sancionando ou não, pois quem realmente cria a lei são os legisladores, isto é, os deputados e senadores.
E mais, quem dirá o que é irrecuperável neste país???
>>>Mais até aqui não fica tão claro o dogma<<<

O verdadeiro dogma! Observe a conversa entre João e Maria e encontre a fundamentação:

João: Maria, Deus é grande?
Maria: Sim João!
João: Como você sabe Maria?
Maria: Sabendo!
João: Huuum, legal, você me convenceu! <<*Pobre João*>>




Não duvidando da grandeza de Deus, aliás devo ressaltar que nunca duvidei, mas a resposta de Maria a João não tem base. Isso, chama-se dogma!
E, adivinhem senhoras senhoritas e senhores? É justamente assim que o "bom" político faz!


Bom para resumir toda essa baboseira enrolada aqui, gostaria de lembra-los que aproximam-se as eleições municipais, portanto, você que leu até aqui, já sabe né!?

ANALISE seu candidato dos pés à cabeça!

Sim, escalpele-o!


Quanto a mudar o país, isso é tudo piada! Pode parar de ser TROUXA só quem pode mudar essa "republiqueta" somos nós, POVO! Como, sério que você não sabe? Não sei dos seus hábitos, mas se for o caso, pode começar por exemplo, parando de jogar suas porcalhadas na rua enquanto dirige, ou, votar pela ideologia ao invés de votar em quem mais vai te "beneficiar". Pequenos começos, grandes negócios!


-Mas, por que motivo devo votar na ideologia e não em meu próprio proveito?
-Veja bem! Quando você (pobre mortal) vota na ideologia, você vota em um conjunto de orientações políticas que o partido escolhe quando é fundado, mas que podem ir evoluindo à medida em que o partido vai crescendo e, o mundo se transformando. Esse conjunto de ideias (ideologia) que definirá se um partido é de esquerda ou direita, de perfil trabalhista, empresarial, conservador ou liberal...
-Por outro lado, quando vota em quem mais pode te dar "regalias", assim digamos, você acaba entregando seu voto nas mãos de uma pessoa que, muitas vezes não tem condições de assumir o cargo e cumprir com as promessas vans.

Outra coisa a se observar é sem dúvidas os veículos de informação, abaixo deixarei o vídeo "A Alegoria da caverna de Platão", faça uma análise, reflexão e veja quem são nos dias atuais os prisioneiros que estão na caverna. Muito interessante!




Caro leitor, o que vou dizer (escrever) neste momento, é importante, portanto pense junto!

Vivemos em uma democracia (para os que não sabem, Demo+Kratos,  Demo=Povo Kratos=Poder, isto é, Poder do povo, palavras de origem grega), para Aristóteles a Democracia era a melhor de todas as formas impuras de governo e nos dias atuais continua a ser, a melhor das formas puras seria a Monarquia, como em nosso país isso não é possível, adotamos a Democracia. Portanto devemos nos respeitar, o poder é nosso!


Para finalizar esse monte de palavras vans e encerrar o expediente do bar, este nobre que lhes escreve gostaria de agradecer-lhes e desejar uma boa noite fria!

Prendam a Frozen!